3.5.12


Gostava de se sentar perto da janela e sentir o vento na cara, agora já fresco deixando o rosto frio e sentindo o cabelo, outrora longo, esvoaçar, revolto como se quisesse tornar-se asas e levar consigo aquele corpo a que pertencia. Imaginava-se noutro qualquer lugar, caminhando por uma praia sem nome e bebendo o ar leve e fresco que por ali havia. Deixou-se cair sobre o peitoril da janela sentindo a dor fria do desencanto, da verdade. Estava no seu quarto, na mesma casa, na mesma rua. A noite caiu e amanhã tudo será igual, é outro dia…  

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