4.5.12

Há dias em que a saudade é tão forte que dói o peito e um aperto na garganta quase não nos deixa falar, e então elas vêm, as memórias de outros tempos, anos de meninice, traquinices de crianças, risos, corridas e saltos, livros e bonecas, tempos de verão na praia, festas de anos ,medo da rainha má da bela adormecida que só o colo da avó serenava. Depois, anos de adolescência,anos de muitos amigos,algumas descobertas e muita insegurança.E depois tudo passa a correr,acabámos de estudar,já não somos mais crianças,crescemos por fora e por dentro.Atingimos o estatuto de adulto.E agora? Que fazemos,com quem estamos, o que queremos?São anos de grande alvoroço dentro de nós e em nosso redor e quase sem escolha temos uma vida á nossa frente que nem queríamos que fosse dessa maneira,temos medo e o colo da avó já não está ali,vamos em frente porque somos adultos(?)Enfim!
Vamos vivendo esta nossa vidinha (como diria um grande amigo meu) e quando chegarmos ao fim queremos que seja rápido e indolor.
Há dias em que a saudade é tão forte que dói o peito e um aperto na garganta quase não nos deixa falar,porque sentimos a falta de quem nos deixou,queremos o colo e o abraço apertado do Pai,saudades do sorriso doce e dos beijos tão especiais que só a Mãe sabia dar.E o abraço escangalhado do irmão.E o que mais faz confusão é não conseguir ouvir ou melhor explicar como eram as vozes,as gargalhadas e os risos escondidos.Há tristeza por detrás do Natal,as prendas já são tão poucas,as filhoses não têm nunca mais terão o mesmo sabor.
Vamos vivendo esta vidinha(como diria um grande amigo meu) e quando chegarmos ao fim queremos que seja rápido e indolor.
Há dias em que a saudade é tão forte que dói o peito e um aperto na garganta quase não nos deixa falar,e temos saudades do nosso filho em pequenino,pensávamos que o iríamos proteger para sempre de todo o sofrimento,de toda a dor,que os dias dele iriam ser só felicidade,quase como nos contos de fadas,"e iriam ser felizes para sempre...",e então vem esta vontade enorme de o ter outra vez nos braços,de lhe afagar os cabelos e cobri-lo de beijos como em criança...e sabemos que a vida não é assim,que eles fazem quase o mesmo percurso que nós e que vai doer e nós não queremos e o peito aperta-nos a garganta e dói e caiem as lágrimas porque não podemos fazer nada.
E então vamos vivendo esta vidinha (como diria um grande amigo meu) e quando chegarmos ao fim queremos que seja rápido e indolor.


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