Era Natal e seria o
tempo propício para estar feliz vivendo quase que eufórico a algazarra das
compras, dos embrulhos, das risadinhas… Pois. Não lhe apetecia rir nem mesmo
sorrir. Cada dia se fechava mais no seu Eu, escondia-se atrás de si mesmo procurando
não ser visto no seu íntimo. No entanto mostrava sempre aquele seu ar simpático
aos outros e que sabiam eles? Quantos bons dias dera sem sequer VER a quem os
dava, quantas vezes falou, abraçou, beijou sem se aperceber do que fazia, do
significado do que sentia. Agora…que carinho? Sozinho não queria ficar mas os
outros enchiam-no de dúvidas de perguntas. A sua cabeça estala e pergunta QUEM
SOU EU? O QUE QUERO?
Sentou-se nos degraus da velha porta de sua
casa, enchiam-lhe o peito as lembranças de outros Natais. As crianças corriam
pelo corredor, enorme, da casa de sua Mãe. Gritos alegres de quem não teme o
futuro, não sabem o que isso é, hoje só a grande Árvore de Natal tem interesse.
Quando chega o Pai Natal?Com a cabeça entre as
mãos pensava que afinal tudo é mais simples do que parece. Ele é mais um á
procura da felicidade, essa coisa que não sabemos bem o que é. O QUE QUER? SÓ
PAZ.
Mais um Natal dos
muitos que já viveu, hoje com menos pessoas e mais recordações, tão boas
recordações.Prometo portar-me bem!
Feliz Natal!
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