4.5.12


Era Natal e seria o tempo propício para estar feliz vivendo quase que eufórico a algazarra das compras, dos embrulhos, das risadinhas… Pois. Não lhe apetecia rir nem mesmo sorrir. Cada dia se fechava mais no seu Eu, escondia-se atrás de si mesmo procurando não ser visto no seu íntimo. No entanto mostrava sempre aquele seu ar simpático aos outros e que sabiam eles? Quantos bons dias dera sem sequer VER a quem os dava, quantas vezes falou, abraçou, beijou sem se aperceber do que fazia, do significado do que sentia. Agora…que carinho? Sozinho não queria ficar mas os outros enchiam-no de dúvidas de perguntas. A sua cabeça estala e pergunta QUEM SOU EU? O QUE QUERO?
 Sentou-se nos degraus da velha porta de sua casa, enchiam-lhe o peito as lembranças de outros Natais. As crianças corriam pelo corredor, enorme, da casa de sua Mãe. Gritos alegres de quem não teme o futuro, não sabem o que isso é, hoje só a grande Árvore de Natal tem interesse. Quando chega o Pai Natal?Com a cabeça entre as mãos pensava que afinal tudo é mais simples do que parece. Ele é mais um á procura da felicidade, essa coisa que não sabemos bem o que é. O QUE QUER? SÓ PAZ.
Mais um Natal dos muitos que já viveu, hoje com menos pessoas e mais recordações, tão boas recordações.Prometo portar-me bem! Feliz Natal!

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